Skip to main content
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA /
EPIDEMIOLOGIA I
• EPIDEMIOLOGIA
É um termo de origem grega que significa:
EPI = SOBRE
DEMO = POPULAÇÃO
LOGIA = ESTUDO
O primeiro registro do emprego dessa expressão data de 1802, na
Espanha, no sentido de historiar epidemias.
À medida que o conhecimento sobre as doenças infectocontagiosas
evoluiu durante o século XIX, a evolução do conhecimento
epidemiológico avançou na perspectiva de identificar os mecanismos
de transmissão das doenças e de controle de epidemias.
• Epidemiologia é o estudo dos fatores que determinam a frequência e a distribuição
das doenças nas coletividades humanas.
Enquanto a clínica dedica-se ao estudo da doença no indivíduo, analisando caso a
caso, a epidemiologia debruça-se sobre os problemas de saúde em grupos de
pessoas, às vezes grupos pequenos, na maioria das vezes envolvendo populações
numerosas (Associação Internacional De Epidemiologia).
• A epidemiologia trata de qualquer evento relacionado à saúde ou doença da
população, e não apenas a epidemias.
• Analisa a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e
eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção,
controle, ou erradicação de doenças, e fornecendo indicadores que sirvam de
suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde.
IMPORTÂNCIA DA EPIDEMIOLOGIA
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
CAUSA
SITUAÇÃO DOENÇA (ONDE, QUANDO, COMO)
IMPACTO ECONÔMICO
INTERVENÇÕES
CONTROLE E PREVENÇÃO
AVALIAÇÃO
I. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde das populações humanas.
• Onde ocorreram os problemas?
• Que pessoas são atingidas?
• Quando ocorrem os problemas?
II. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de
prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como para estabelecer prioridades.
• O que causa esse problema?
• Existe medida de controle ou prevenção?
III. Identificar fatores etiológicos (causais) das doenças.
• Quais características existem nesse local que favorecem o aparecimento desse problema?
• Essas características são passíveis de intervenção?
• Que tipo de intervenção?
Objetivos
EIXOS BÁSICOS
 CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
 CIÊNCIAS SOCIAIS
 ESTATÍSTICA
PRINCIPAIS USUÁRIOS
 PROFISSIONAIS DE SAÚDE
 VIGILÂNCIA SANITÁRIA
 CLÍNICOS
 PLANEJADORES E GESTORES
 EPIDEMIOLOGISTAS
Utilidades mais citadas da epidemiologia
Analisar a situação de saúde; Definir os modos de transmissão;
Identificar perfis e fatores de risco;
Identificar e explicas os padrões de distribuição
geográfica das doenças;
Proceder à avaliação epidemiológica de serviços;
Estabelecer os métodos e estratégias de controle
dos agravos à saúde;
Entender a causalidade dos agravos à saúde; Estabelecer medidas preventivas;
Descrever a evolução clínica das doenças e sua
história natural;
Auxiliar o planejamento e desenvolvimento dos
serviços de saúde
Avaliar o quanto os serviços de saúde respondem
aos problemas e às necessidades das populações;
Gerar dados para a administração e avaliação de
serviços de saúde;
Testar a eficácia, a efetividade e o impacto de
estratégias de intervenção, bem como a qualidade,
acesso e disponibilidade dos serviços de saúde para
controlar, prevenir e tratar os agravos de saúde
na comunidade
Estabelecer critérios para a Vigilância em
Saúde.
 ANALÍTICO → comprova as relações causais (como e por que ocorreu?).
podem ser experimentais (ensaio clínico randomizado) ou observacionais
(estudo de coorte (ou segmento), estudo de caso controle, estudo
transversal, estudo ecológico). Investiga se existe associação entre um
fator (exposição) e uma doença ou problema de saúde (desfecho) na
população.
EXEMPLO: os indivíduos obesos têm maior risco de hipertensão do que os
indivíduos com peso corporal normal (de acordo com IMC)?
 DESCRITIVO → estuda a distribuição de frequência das doenças e
agravos à saúde coletiva, em função de variáveis ligadas ao tempo, ao
espaço e às pessoas, possibilitando o detalhamento do perfil
epidemiológico.
EXEMPLO: qual a prevalência de hipertensão em Curitiba?
Métodos de Estudo
Variáveis Descritivas
EPIDEMIOLOGIA DESCRITIVA
Objetivo:
Compreender o comportamento de um agravo à saúde de uma
população.
• Quem?
• Quando?
• Onde?
• Formulação de hipótese ou hipóteses:
Qual ou quais hipóteses mais prováveis para explicar a associação
entre a causa e o efeito no processo saúde-doença.
• Utiliza outras ciências: sociologia, antropologia e ciências políticas,
estatística  perfil epidemiológico  promoção à saúde.
• Enfoque temporal: estado atual, tendência histórica ou tendência
prospectiva dos agravos à saúde.
EPIDEMIOLOGIA DESCRITIVA
VARIÁVEIS EPIDEMIOLÓGICAS
INVESTIGAÇÃO DA DOENÇA
Pessoa: quem?
• Características:
Herdadas: idade, sexo, cor.
Adquiridas: escolaridade, renda, estado nutricional e imunitário,
etc.
• Atividades: trabalho, esporte, práticas religiosas, costumes.
• Circunstâncias da vida: condição social, econômica e meio
ambiente.
Tempo: quando?
• Cronologia da doença é fundamental.
• Distribuição por período de tempo: semanal, mensal, anual.
• Permite verificar: como a doenças evolui, variação cíclica, se está
estacionária, decrescendo ou aumentando.
• Série histórica.
• Fornece elementos para intervenções cabíveis para prevenção.
VARIÁVEIS EPIDEMIOLÓGICAS
INVESTIGAÇÃO DA DOENÇA
Objetivos da descrição temporal:
1. Exibir a ação sobre um determinado agrupamento humano desde
a atualidade, regredindo a um tempo passado.
2. Verificar tipo de variação – cíclica ou sazonal.
3. Revelar tendência secular.
4. Manifestar caráter endêmico ou epidêmico.
VARIÁVEIS EPIDEMIOLÓGICAS
INVESTIGAÇÃO DA DOENÇA
Lugar: onde?
• Conhecer o lugar onde ocorre determinada doença é muito
importante, principalmente para se conhecer o agente etiológico e as
fontes de contaminação.
• Identifica-se área de concentração ou dispersão.
• Geoprocessamento: técnica de processamento digital de dados
geográficos ou espaciais.
VARIÁVEIS EPIDEMIOLÓGICAS
INVESTIGAÇÃO DA DOENÇA
Formas de ocorrência das doenças
• Caso esporádico: casos raros e isolados de uma certa doença em uma
comunidade, a qual não estava prevista. Ex.: Peste.
• Conglomerado temporal de casos: um grupo de casos com suspeita de
um fator comum e dentro dos limites de intervalos de tempo,
significativamente, iguais, medidos a partir do evento, que
supostamente foi a sua origem. Ex.: Leptospirose.
VARIÁVEIS EPIDEMIOLÓGICAS
INVESTIGAÇÃO DA DOENÇA
• O interesse em acompanhar a ocorrência de doenças em
comunidades com o sentido de prevenir suas
disseminações existe desde épocas remotas.
• Ao longo do trajeto histórico o comportamento das
doenças sofreram modificações em decorrência da
interação e ação do homem com o meio ambiente, sua
mobilidade.
BASES HISTÓRICAS
• MAOMÉ: Não se locomover para o local de epidemias e as que lá estiverem, não se
locomoverem;
• SÉC XVII – XX: Ações de vigilância médica (vigilância de pessoas, com medidas de
isolamento e quarentena aplicadas individualmente) - a consolidação de um sistema
de coleta, análise e divulgação de estatísticas vitais;
• SÉC XIX: Campanhas sanitárias que visavam controlar doenças infecciosas e
parasitárias que comprometiam a atividade econômica. Para controle das pestes
foram implantados serviços de saúde pública em vários países.
Com a intensificação do intercâmbio comercial entre os países surge a necessidade de
ações efetivas de caráter coletivo: vacinação, controle de vetores, saneamento
ambiental.
• 1946: Surge o Comunicable Diseases Center (EUA) com programas de controle da
malária em regiões de guerra, e os programas nacionais de vigilância de doenças
específicas em praga.
• 1951 Serviço de inteligência para epidemias, um sistema de informação de morbidade
para detectar epidemias precocemente (focando guerra biológica)
• 1965: OMS cria uma unidade de vigilância epidemiológica na divisão de doenças
transmissíveis,
Antes de 1965:
Observação sistemática e ativa de casos suspeitos ou confirmados de doenças
transmissíveis - vigilância de pessoas, através de medidas de isolamento ou de
quarentena, Ações aplicadas individualmente e não de forma coletiva.
Após 1965.
- Campanhas de erradicação de doenças (ex. Varíola e malária), foi organizada uma
estrutura de vigilância tendo como objetivo a busca ativa de casos da doença, a fim de
desencadear as ações destinadas a bloquear a transmissão, Ações desativadas após o
término do problema.
BASES HISTÓRICAS
BASES HISTÓRICAS
EPIDEMIOLOGIA EM SERVIÇOS DE SAÚDE
 Análise da situação de saúde;
 Planejamento das ações de saúde;
 VIGILÂNCIA EM SAÚDE (epidemiológica, sanitária, nutricional, ambiental, do
trabalho, etc.);
 Avaliação do impacto de serviços, programas e tecnologias de saúde.
EPIDEMIOLOGIA E GESTÃO
 Políticas públicas;
 Configuração dos serviços;
 Prática professional;
 Prática de gestão;
 Prioridades de investigação.
EPIDEMIOLOGIA EM AMBIENTE HOSPITALAR
 Vigilância da infecção hospitalar;
 Controle de qualidade;
 Análise da utilização do serviços;
 Melhoramento da notificação compulsória;
 Aprimoramento das decisões clínicas (protocolos – medicina baseada em evidências).
Indicadores mais utilizados
Gasto per capita / usuário Taxa de cobertura
Taxa de abandono Taxa de concentração
Média de permanência Taxa de encaminhamento
Alcance de meta Índice de intervalo de
substituição
 Onde ocorreram os agravos?
 Quem adoeceu?
 Quando adoeceu?
 Há grupos especiais mais expostos?
 Há regiões mais atingidas?
 Há alguma faixa etária mais atingida?
 Há uma classe social de maior ou menor risco?
 Algum elemento hipotético determina o seu surgimento?
Questionamentos de um Estudo Epidemiológico
Para que a saúde seja quantificada e para permitir comparações na
população, utilizam-se os indicadores de saúde, que devem refletir, com fidedignidade,
o panorama da saúde populacional.
Eles devem apresentar validade, confiabilidade, clareza, simplicidade e
objetividade. Além disso, para comparar a frequência de uma doença entre diferentes
grupos, deve-se ter em conta o tamanho das populações a serem comparadas com
sua estrutura de idade e sexo.
Variáveis Epidemiológicas
Indicadores de Saúde
Mortalidade/sobrevivência Indicadores Sociais
Morbidade/gravidade/incapacidade
funcional
Indicadores Ambientais
Indicadores Nutricionais Serviços de saúde
Indicadores Demográficos Indicadores Positivos de Saúde
Indicadores
Demográficos
Indicadores Sociais Indicadores Ambientais
Esperança de vida Renda per capita
Abastecimento de
água e esgoto
Níveis de fecundidade Distribuição de renda Coleta de lixo
Níveis de natalidade Taxa de analfabetismo Condições de moradia
Sexo
Crianças em idade
escolar fora da escola
Idade IDH
O objetivo final da epidemiologia é produzir conhecimento
e tecnologia capazes de promover a saúde individual
através de medidas de alcance coletivo.
Link boletins epidemiológicos:
Http://portalsaude.Saude.Gov.Br/index.Php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-
ministerio/197-secretaria-svs/11955-boletins-epidemiologicos-arquivos
Objetivo Final da Epidemiologia
SISTEMA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
É um subsistema do sistema único de saúde (SUS) baseada
na informação-decisão-controle de doenças e agravos.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
LEI ORGÂNICA DA SAÚDE (LEI 8.080/90):
“É O CONJUNTO DE ATIVIDADES QUE PERMITE REUNIR A INFORMAÇÃO
INDISPENSÁVEL PARA CONHECER, A QUALQUER MOMENTO, O COMPORTAMENTO
OU HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS, BEM COMO DETECTAR OU PREVER
ALTERAÇÕES DE SEUS FATORES CONDICIONANTES, COM O FIM DE RECOMENDAR
OPORTUNAMENTE, SOBRE BASES FIRMES, AS MEDIDAS INDICADAS E EFICIENTES QUE
LEVEM À PREVENÇÃO E AO CONTROLE DE DETERMINADAS DOENÇAS".
PROPÓSITOS E FUNÇÕES DA VE
• COLETA DE DADOS;
• PROCESSAMENTO DOS DADOS COLETADOS;
• ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS PROCESSADOS;
• RECOMENDAÇÃO DAS MEDIDAS DE CONTROLE APROPRIADAS;
• PROMOÇÃO DAS AÇÕES DE CONTROLE INDICADAS;
• AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA E EFETIVIDADE DAS MEDIDAS ADOTADAS;
• DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES PERTINENTES.
ATIVIDADES DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
1. NOTIFICAÇÃO DE CASOS E COLETA SISTEMÁTICA DE DADOS;
2. INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA;
3. CONSOLIDAÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS;
4. RECOMENDAÇÃO E ADOÇÃO DE MEDIDAS DE CONTROLE;
5. APLICAÇÃO DAS AÇÕES PLANEJADAS;
6. RETROALIMENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES.
1 NOTIFICAÇÃO DE CASOS
• Doenças de Notificação Compulsória (DNC).
• NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA: consiste na comunicação obrigatória à
autoridade sanitária da ocorrência de determinada doença ou agravo à
saúde ou surto, feita por profissional de saúde ou qualquer cidadão, visando à
adoção das medidas de intervenção pertinentes.
• A notificação negativa também é realizada semanalmente para informar a
ausência de casos das DNC.
• A escolha das doenças depende:
Da natureza da doença.
Das mudanças no comportamento da doença.
Dos resultados obtidos com as ações de controle.
Da disponibilidade de novos conhecimentos científicos e
tecnológicos.
CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA
• ACIDENTES POR ANIMAIS
PEÇONHENTOS
• ATENDIMENTO ANTI-RÁBICO
HUMANO
• BOTULISMO
• CARBÚNCULO OU ANTRAZ
• CAXUMBA
• CÓLERA
• COQUELUCHE
• DENGUE
• DIFTERIA
• DOENÇA DE CHAGAS
• DOENÇA MENINGOCÓCICA
• ESQUISTOSSOMOSE
• EVENTOS ADVERSOS PÓS-
VACINAÇÃO
• FEBRE MACULOSA
• FEBRE AMARELA
• FEBRE TIFÓIDE
• HANSENÍASE
• HANTAVIROSES
• HEPATITES VIRAIS
• HIV COM GESTANTES
• E CRIANÇAS
• LEISHMANIOSE
• LEPTOSPIROSE
• MALÁRIA
• PESTE
• POLIOMIELITE
• PARALISIA FLÁCIDA AGUDA
• RAIVA HUMANA
• RUBÉOLA
• SARAMPO
• SÍFILIS
 AIDS
 Tétano
 Tularemia
 Tuberculose
 Varicela
 Varíola
FLUXOGRAMA DE NOTIFICAÇÃO
Fonte de Notificação
Unidade de Saúde
Distrito Sanitário
Secretaria Municipal de
Saúde
Regional de Saúde
Secretaria Estadual de
Saúde
Ministério da Saúde
• A notificação compulsória é obrigatória a todos os profissionais de saúde médicos, enfermeiros,
odontólogos, médicos veterinários, biólogos, biomédicos, farmacêuticos e outros no exercício da
profissão, bem como os responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de
saúde e de ensino, em conformidade com os artigos 7º e 8º, da lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975.
 Doenças e eventos de notificação compulsória devem ser notificados à vigilância epidemiológica
dos municípios.
 No município de curitiba, por exemplo, agravos de notificação em até sete dias devem ser
informados à vigilância epidemiológica dos distritos sanitários de acordo com a área de localização
do serviço.
 Deve ser preenchida ficha de notificação e posteriormente, conforme o agravo, ficha de
investigação específica.
 Os casos suspeitos notificados serão acompanhados pela vigilância epidemiológica para apoio na
investigação e confirmação ou descarte dos casos.
 Doenças em animais (primatas não humanos, cães, aves, equinos, morcegos, roedores silvestres)
devem ser notificadas através do telefone 156.
 Dúvidas podem ser também encaminhadas por e mail para notifica@sms.Curitiba.Pr.Gov.Br
DECRETO - LEI N.º 2848, DE 7/12/1940 (ATUALIZADO ATÉ A LEI Nº 9677, DE 02 DE JULHO
DE 1998)
TITULO VIII - DOS CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA
CAPÍTULO III - DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA
OMISSÃO DE NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA
ART. 269 - DEIXAR O MÉDICO DE DENUNCIAR À AUTORIDADE PÚBLICA DOENÇA CUJA
NOTIFICAÇÃO É COMPULSÓRIA:
PENA - DETENÇÃO, DE 6 (SEIS) MESES A 2 (DOIS) ANOS, E MULTA.
BUSCA ATIVA
• Quando se suspeita de outros casos que possam ter ocorrido, sem
conhecimento da V.E, faz-se a busca ativa, visando
conhecimento da magnitude do evento, tratamento adequado
dos acometimentos e da aplicação das medidas de controle.
• Pode ser restrita, em um bairro, rua, barreiras geográficas
(município, estado) de forma a investigar e analisar os eventos,
bem como aplicar medidas de controle.
2 INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA
• É o estudo de campo realizado a partir de casos notificados e seus
contatos, com a finalidade de:
• Detectar as fontes de infecção
• Identificar casos índice e secundários
• Delimitar áreas de abrangência
Objetivo → medidas de controle.
 Deve ser rápida
 Formulários padronizados
 Ficha de Investigação
Epidemiológica pertencentes ao
SINAN – Sistema de Informação de
Agravos de Notificação.
INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA
• A investigação epidemiológica visa:
Complementar, conferir, confirmar, corrigir as informações
contidas nas notificações;
Buscar informações sobre fontes de infecção, mecanismos
de transmissão, existência de novos casos, permitindo
instituir medidas de controle.
Diagnóstico e controle
3 INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
• Os dados são coletados e ordenados de acordo com as características
existentes.
• Essa disposição fornecerá uma visão de conjunto das variáveis para
análise, por tipo de doenças ou evento investigado, sua comparação
temporal com períodos semelhantes anteriores.
• Além do número absoluto, devem ser calculados os coeficientes que
melhor permitam comparar.
• As informações deverão ser capazes de serem transformadas em
medidas de ação de controle.
FONTES DE DADOS
Morbidade
Dados demográficos:
•Populacionais
•Habitacionais
•Culturais
•ambientais
Mortalidade
•SINAN
•SIAB
•SIH-SUS
•SIA-SUS
•Laboratórios
•Unidade Hospitalares
•Lideranças
comunitárias, religiosas
•Inquéritos
•PSF/PACS
•SIM
•Cartório, registro de
óbitos
•Cemitérios
•IBGE
•Secretaria Estadual de
Saúde
•Secretaria Estadual e
Municipal de
Planejamento
•SINASC
4 - RECOMENDAÇÃO E ADOÇÃO DE MEDIDAS DE
CONTROLE
• Com base nos dados obtidos, são analisadas ações possíveis e
cabíveis de serem implementadas para o controle do agravo.
• Necessidade de experiências anteriores;
• Adoção de insumos/desenvolvimento já existentes;
• Orientação para profissionais de saúde da porta de entrada (ex. ESF,
UBS, UPAS).
5 APLICAÇÃO DAS AÇÕES PLANEJADAS
• Durante o desenvolvimento das ações, deve-se ter uma
cobertura das informações de casos novos de forma
imediata.
• Possibilidade de avaliar o impacto das ações
planejadas/desenvolvidas.
6 RETROALIMENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
• A disseminação da informação é útil para todos os
setores e profissionais participantes do sistema de
vigilância epidemiológica.
• Ex.: Reunião, telefonema, boletins informativos impressos
para que gerem resultados das investigações, medidas
adotadas e recomendadas.
REFERÊNCIAS
AGUIAR, ZENAIDE NETO. SUS: SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: ANTECEDENTES, PERCURSO, PERSPECTIVAS E
DESAFIOS. SÃO PAULO: MARTINARI, 2011.
ALEXANDRE, L.B.S.P.; EPIDEMIOLOGIA APLICADA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE. SÃO PAULO: EDITORA
MARTINARI, 2012.
ALMEIDA FILHO, N.; ROUQUAYROL, M. Z. INTRODUÇÃO À EPIDEMIOLOGIA. 4. ED. RIO DE JANEIRO:
GUANABARA KOOGAN, 2006.
MEDRONHO, R. A.; EPIDEMIOLOGIA. 2ED. SÃO PAULO: ATHENEU, 2009.
MENEZES, A. M. B. NOÇÕES BÁSICAS DE EPIDEMIOLOGIA IN SILVA LCC, MENEZES AMB, ORGANIZADORES.
EPIDEMIOLOGIA DAS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS. RIO DE JANEIRO: REVINTER, P. 1-25, 2001.
ROUQUAYROL, M. Z..; SILVA, M. G. C.. EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE. 7.ED. RIO DE JANEIRO: MEDBOOK, 2013.
SOARES, D. A.; ANDRADE, S. M.; CAMPOS, J. J. B. EPIDEMIOLOGIA E INDICADORES DE SAÚDE: BASES DA
SAÚDE COLETIVA. LONDRINA: ED. UEL, P. 183-210, 2001.