Ir para o conteúdo principal
Alunos: Rogério Garcia
Tales Albuquerque
Thiago dos Santos
Paulo Saiki
Roberto Soeiro
 Doença infecciosa aguda
 Também conhecida como crupe
 Altamente contagiosa
 Ocorre normalmente nos meses frios
 Atinge, principalmente, crianças até 10 anos
de idade
 Problema de saúde pública no Brasil:
baixas coberturas vacinais
O QUE É?
DIFTERIA
DIFTERIA
Agente Etiológico?
Corynebacterium diphteriae
•C. diphteriae é também conhecido como bacilo de Klebs-Loeffler
•Bacilo Gram positivo
•tem o homem como único reservatório
•Aeróbico
•Não encapsulado
•Cepas não toxinogênicas: causam difteria branda
•Cepas toxinogênicas: infectadas por um bacteriófago β-1, portador do
gene da toxina ( gene tox )
•Distribuição mundial embora endêmica em países subdesenvolvidos
DIFTERIA
DIFTERIA
Modo de Transmissão
•Altamente contagiosa:
transmitida pelo simples contato com:
-infectados
-suas secreções
-objetos contaminados por eles
•Por portadores assintomáticos ou por ex doentes:
continuam a eliminar o bacilo até 6 meses após a cura
DIFTERIA
DIFTERIA
Período de Incubação
De 1 a 6 dias, podendo ser mais longo
Período de Transmissibilidade
Média de até 2 semanas após o início da doença
Evolução clínica
 A bactéria coloniza a mucosa faríngea sem
invadir a corrente sangüínea
 Primeiros Sintomas:
◦ Dor de Garganta
◦ Indisposição
◦ Anorexia
◦ Febre Moderada
◦ Aspecto Eritematoso da Faringe
 Eritema inicial da faringe,
seguido da formação
progressiva de um exsudato
esbranquiçado que em 24-48
horas transforma-se em uma
membrana acinzentada
(fibrinas, células mortas e
bactérias) fortemente
aderida às tonsilas e faringe
posterior (em casos mais
graves, ela se estende pela
parede da faringe, fauces,
palato mole e laringe,
podendo resultar em
obstrução respiratória)
Evolução Clínica
DIFTERIA
DIFTERIA
Evolução Clínica
•Extensão da membrana compromete a laringe dando:
-rouquidão
-estridor
-dispnéia
•Em casos mais graves, causa:
-adenopatia cervical
- linfoadenomegalia
-edema nos tecidos moles (pescoço taurino)
DIFTERIA
DIFTERIA
Evolução Clínica
•Angina Diftérica:
-Abatimento
-Palidez
-Febre branda
-Rinite diftérica:
-Freqüente entre lactentes
-Respiração nasal dificultosa
-Inflamação das mucosas do nariz
-Dor de garganta
-Taquicardia
-Tumefação das tonsilas palatinas
Formação de crostas nas bordas
das narinas e no lábio superior
DIFTERIA
DIFTERIA
Evolução Clínica
•Manifestações neurológicas:
• Paralisia dos nervos cranianos na fase aguda (Paralisia do Palato
mole e da parede faringea posterior causando engasgamento e
regurgitaçõa nasal de líquidos)
• Paralisia dos nervos periféricos entre 10 dias e 3 meses (fraqueza
muscular)
Difteria Cutânea:
-Variantea da Difteria Clássica
-Caracteriza -se por:
Úlceras Crônicas, cobertas por uma membrana cinza - escura e
geralmente associada com infecções estafilocócica ou estreptocócica
-Raramente se manifesta sistemicamente
-Confere imunidade natural contra as formas mais graves
• Nem todas as bactérias C.diphteriae causam difteria agressiva
• Este tipo de difteria é causado apenas por linhagens de
C.diphteriae lisogênicas, ou seja, infectadas pelo bacteriófago β-1
que carrega o gene que codifica toxina. As demais bactérias
causam difteria branda.
•Quando infectada, a bactéria sofre uma transformação, incorpora o material
genético do bacteriófago em seu plasmídeo e passa a conter o gene para a
produção da toxina diftérica.
•Como exemplo de outras doenças que são agravadas devido a uma
bactéria ser transformada por um vírus, tem-se a cólera.
- Ponte de sulfeto
- Sitio de ligação da EF-2
- Sitio de ligação do NAD
- Sitio de ligação ao receptor GM1
- Subunidade A (24.000)
- Subunidade B (38.000)
- Região Hidrofóbica
S S
Sub A
Sub B
 Constituída por uma única cadeia
polipeptídica com duas ligações
dissulfídicas intra moleculares
 Sua ação toxica requer que uma
porção de sua molécula (fragmento
A) entre no citoplasma onde age
cataliticamente, especificamente
inativando a proteína EF-2
(translocase)
-Liga-se
especificamente ao
gangliosídio GM1 na
superfície da
membrana plasmática
-Clivada
proteoliticamente em
fragmentos “A” e “B”
O segundo fragmento da toxina
(B) é responsável pela entrada do
fragmento A na célula:
A toxina intacta interage com o
receptor de membrana da célula
e é proteoliticamente clivada, e
tem suas ligações dissulfídicas
quebradas de forma a separar os
fragmentos A e B
O fragmento B, então, forma um
poro na membrana através do
qual o fragmento A passa.
Receptor
Endocitose
Endossomo
Proteólise
B
B
B
B
A
A
A
A
EF-2 + NAD EF-2 ADP + Nicotinamida
EF-2 = Aminoacil Transferase II
(Translocase)
Fase de Elongação: Fase na qual
há a adição de aminoácidos à
cadeia polipeptídica, na qual
Estão envolvidos o ribossomo,
tRNA e mRNA.
Translocação: estágio da fase de
elongação na qual o ribossomo
move-se na distancia de 1 códon,
na direção da extremidade 3’ do
DNA, através da ação da EF-2 e
consumo da energia fornecida
por GTP.
Recordando...Síntese de proteínas
DIFTERIA
DIFTERIA
Como o fragmento A interfere nesse processo?
•O fragmento A, depois de entrar na célula com ajuda do fragmento B,
catalisa a seguinte reação :
NAD+ + translocase ADPR-translocase + nicotinamida + H+
↔
↓ ↓
ativa inativa
• Ou seja, o NAD+ é quebrado em ADP-ribose e nicotinamida e o
fragmento A da toxina diftérica catalisa a união da ADP-ribose à EF2 ou
translocase, tornando-a inativa e bloqueando a síntese protéica.
•A adição da ADP-ribose é feita a um aminoácido não usual chamado
diftamide (derivado da histidina) presente na cadeia polipeptídica da
EF2. A ocorrência única da diftamina na EF2 explica a especificidade da
toxina.
 A toxina age somente sobre o
A toxina age somente sobre o EF-2 (eucariotos)
EF-2 (eucariotos) e não atua sobre
e não atua sobre
o
o EF-G(procariotos)
EF-G(procariotos) devido as modificações pós-traducionais que
devido as modificações pós-traducionais que
ocorrem no EF-2.
ocorrem no EF-2.
 Logo, a toxina liberada pela bactéria não atua sobre a própria
bactéria.
 Uma molécula da toxina é suficiente
Uma molécula da toxina é suficiente
para matar a célula, pois inativa todos
para matar a célula, pois inativa todos
as 500.000 moléculas de EF-2 de uma
as 500.000 moléculas de EF-2 de uma
célula eucariótica em um dia.
célula eucariótica em um dia.
 Isso explica o porque da necrose, células incapazes de realizar
Isso explica o porque da necrose, células incapazes de realizar
síntese protéica não consegue produzir ou repor os componente s
síntese protéica não consegue produzir ou repor os componente s
necessários para manter o maquinário celular e morre.
necessários para manter o maquinário celular e morre.
DIFTERIA
DIFTERIA
Diagnóstico
-Obtenção de culturas de locais afetados da garganta
-Método de coloração Gram (Gram+)
-Para saber se as cepas coletadas têm linhagens
lisogênicas: *inoculação em cobaias
*teste de Elek
*PCR
DIFTERIA
DIFTERIA
Tratamento e Prevenção
Neutralizar a toxina
Neutralizar a toxina
- Antitoxina diftérica eqüina, via IM ou IV (doses variam de acordo com a
gravidade )
Erradicar o patógeno
Erradicar o patógeno
-Antibiótico : penicilina ou eritromicina
Utilizar tratamento de suporte
Utilizar tratamento de suporte
-Manutenção da permeabilidade das vias aéreas, monitorização
eletrocardiográfica (para procurar sinais de miocardite, insuficiência
cardíaca e arritmias)
Prevenir a transmissão
-Isolamento restrito do paciente até as culturas se tornarem negativas
-Notificar os locais responsáveis pela saúde pública
-Culturas e antibióticos profiláticos para pessoas com contatos íntimos
DIFTERIA
DIFTERIA
Eritromicina
•Mais usada do que a penicilina
•Passou a ser usada como substituto à penicilina, que age na parede
celular da bactéria, uma vez que algumas cepas passaram a
apresentar resistência a esse antibiótico.
• A eritromicina liga-se à subunidade 50S dos ribossomos
bacterianos, inibindo a translocação, e portanto a síntese protéica da
bactéria.
• O soro deve ser administrado juntamente com o antibiótico, pois
além da destruição da bactéria, também é necessário neutralizar a
ação da toxina que já foi produzida.
DIFTERIA
DIFTERIA
Vacinação
• A vacina Tríplice continua a ser a maior arma contra difteria.
• O toxóide diftérico usado para imunizar crianças é obtido tratando-se
a toxina diftérica com formaldeído.
O formaldeído denatura essa proteína mudando sua conformação:
- a toxina perde sua ativadade enzimática, não causando a
doença.
- especificidade sorológica ou imunogenicidade é mantida, ou
seja, o sistema imunológico a reconhece como antígeno, produz
anticorpos e células de memória, ficando o organismo protegido.
DIFTERIA
DIFTERIA
Questões do Seminário
1. Qual é o mecanismo de ação da eritromicina?
2. Desde que os antibióticos eventualmente matarão todas as bactérias
infectantes por que é necessário administrar a antitoxina diftérica?
3. A toxina diftérica é uma enzima. Que reação ela cataliza? Como isto afeta a
síntese de proteína?
4. O toxóide diftérico é usado para imunizar crianças contra difteria. Ele é
obtido tratando-se a toxina diftérica com formaldeido. Qual efeito o
formaldeido teria na atividade enzimática da toxina. Por que? Qual efeito
teria o formaldeido na especificidade sorológica ou imunogenicidade da
toxina?
5. Se uma pessoa for imunizada ela ainda poderia ter sua garganta infectada
pelo C. diphteriae? Explique.
6. A toxina diftérica tem um peso molecular de 62.000. Um tratamento breve
com tripsina produz dois fragmentos. O fragmento amino-terminal A, tem
um peso molecular de 24.000 e retém a atividade enzimática. O fragmento
carboxila-terminal B tem um peso molecular de 33.000 e é desprovido de
atividade enzimática. Os fragmentos quando ensaiados isoladamente não
inibem culturas de células humanas, enquanto a toxina intacta é inibitória.
Ratos e camundongos são relativamente resistentes à doença. Culturas de
células L de camundongos são insensíveis tanto aos fragmentos quanto à
toxina intacta, enquanto que a síntese de proteínas em extratos livres de
células L é sensível tanto ao fragmento A quanto à toxina intacta. Baseando-
se nestes dados descreva uma função para a parte que contém o fragmento B
da toxina.

FIM!